São João Paulo II beatificou Sor Eusebia Palomino em 25 de Abril de 2004. Presentou seu exemplo de vida como "um caminho fascinador e exigente de santidade".
Sor Eusebia, lembrou o Papa na homilia da eucaristia de sua beatificação, "eutou um dia a chamada de Deus e respondeu através de uma intensa espiritualidade e uma profunda humildade em sua vida diária".
"Como boa saliana, estava animada pelo amor à Eucaristia e à Virgem --añadio--. O importante para ela era amar e servir; o resto não contava".
"Com a radicalidade e a coerência de suas opções, sor Eusebia Palomino Yenes traçava um caminho fascinador e exigente de santidade para todos nós e muito especialmente para os jovens de nosso tempo", concluiu o Papa.
A “Posite”, o documento que fundamentou a proposta de sua causa de beatificação, recolhe provas nas quais se mostram que a beata previu a Guerra Civil espanhola que explodiu em 1936.
Sor Eusebia Palomino tinha sido oferecida como vítima pela salvação das almas de seu país em 1931, e segundo o beneditino Manuel Garrido Boñano “o Senhor aceitou-a.Siguram três longos anos de dores indecitáveis».
Eusebia Palomino Yenes nasceu em 15 de dezembro de 1899 em Cantalpino (Salamanca) em uma família muito pobre. Desempenhou seu apostolado em Valverde del Camino, na zona mineira de Andaluzia nos confins com Portugal.
Em agosto de 1932, um mal improviso é o primeiro aviso de que Deus havia aceitado a “vítima”, acrescenta a biografia que distribuiu a Santa Sé. “Depois a asma que em diversos momentos já a havia incomodado, agora chega a níveis extremos de intolerância, agrava-se com outros males que vão aparecendo e atentam contra sua vida”.
Neste tempo, visões de sangue em pré-monitorias da guerra afligem o sor Eusebia ainda mais do que as dores físicas. Visão de sangue também para sua diretora, sor Carmen Moreno Benítez, que será fuzilada com outra irmã em 6 de setembro de 1936. Atualmente, foi declarada beata, após o reconhecimento do martírio. Sor Eusébia faleceu na noite entre 9 e 10 de fevereiro de 1935.
